Saturday, November 24, 2007

Mundo de uma única mão


Criar um mundo que se perde na elegância de quem não sabe mentir
Construir pontes sem lembrar os mouros
Organizar lutas de cães meigos
Pedir esmola a um vagabundo
Inchar a mão pelo murro dado na parede
Sentir paixão por quem se ama
Amar quem nos deixa amar
Erguer postes saltar muros por desporto
Simples palavras que deviam ter pontuação
Esquecendo o aventureiro da espada e cheio de latão
Mundo de uma única mão
Que aperta a alma e esquece a emoção

Friday, August 31, 2007

Respeito-te demasiado


Descobrir que as palavras regam almas paradas
Não é a essência de uma vida
No entanto pode ser o caminho para a morte
Perdoar o que nos toca
O que o guardanapo de xadrez vermelho regista
Pode ser a mágoa da esperança esvanecida
Pedras na barriga
Sapato estragado pelo salto do ouvido
Monstro coberto pelo insecto que te pica
Mais podre do que uma maça caída e largada
Longe o sonho, perdido na vida de todos os dias
Sem dúvida
“Viver todos os dias cansa”

Sunday, May 27, 2007

Submisso Mundo


O encontro bate nas mãos do pobre camponês

Á tarde ri da sua manhã

Á noite chora do seu dia

Polir os montes que deixaram marcas de história

Conversar com palavras estranhas

Embainhadas pela solidão

Resta apenas alimentar as ovelhas e dormir na palha…..