Wednesday, August 6, 2008

O ódio mata a alma, o amor tranquiliza o pensamento…..


Eu nunca guardei almas
No entanto a minha história recorda-me várias

Nunca conheci ninguém que guardasse almas
No entanto é como se elas me conhecessem

Do rosto guardo pouco
Sobra apenas o sentimento perdido
de um mundo esquecido

Eu nunca vi almas
No entanto elas perseguem-me

Quando penso que nada mais vai acontecer
Reparo em mim a guardar uma alma

As minhas mãos colhem a vontade de estar por perto
De ouvir o ruído dos carros, de cima
Perto do azul
Do estado gasoso

Para além das montanhas verdes
Ficam as curvas da vida

O ódio movimenta as sílabas da incerteza
O amor encontra o pensamento tranquilo

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