Tuesday, August 12, 2008

Morremos todos os dias


E a minha vida se foi…
Porta que se abriu no momento que se fechou
A arte da dor é a ilusão de um sonho movido a lenha
A tortura das imagens que me tocam
que olham o teu corpo
Um punhado de movimentos que crescem no espaço vazio
O punhal apontado ao meu peito
Aflição que não me deixa respirar sempre que quero

O vestido branco que ficou à porta
As bolas de sabão que voarão, em vez do arroz

A paz que encontrei
Morte que me levou enquanto eu ainda estava vivo
Vida que caiu no regaço da conquista

Morri ficando vivo num espaço que não era o meu
Mão que me agarra o pensamento
Vontade construída por ti

O arco-íris que não chega
Não há sol
Não há chuva

Morremos todos os dias
Vivemos enquanto não dormimos

O encontro entre a tua mão e o meu pé fica à distância de um toque

1 comment:

Anonymous said...

nunca sei o que escrever...
Só sei que me fazes sentir coisas e isso é bom :)
Poucos o fazem.
És especial por mais que te escondas, transbordas pelo teu sorriso e pelo teu olhar. Obrigada