Viagens marcadas pelo sol-poente
Carregadas de palavras silenciosas
Silêncios que assustam o encontro dos dois corpos
E derramam o copo de vinho que se finge não beber
Virgens não só as palavras como as mulheres
Talvez também as almas ocas
Que se ocupam do pano vermelho vestido um único dia
De todas as ilusões ficam apenas as ruínas
Pedras de uma calçada por construir
Rebentos de arbustos condenados á morte
Humanos abodegados com o amor
Virgens que não querem ser tocas
Virgens que não querem ser escritas
Virgens que amassam a sua vida com raiva sem perceber o estilo do seu corpo
Virgens palavras que nos assustam todos os dias quando as ouvimos
Um dia morri porque ouvi uma palavra completamente nova….. AMOR

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