
Lânguidas fúrias que se estendem no chão
Onde se encontram os nossos corpos
Roçam o afecto esquecendo o quente do simples acto
De fazer sexo
Arredei a garrafa
Quero viver com a tua lembrança
Fico estático quando bebo
Suplico-te que fiques só mais uma noite
Explico-te a razão do meu vício
Não é o sexo
É o quente do teu corpo
Metamorfose da união
Assusta-me o passo seguinte
Invisíveis escadarias
Que nos conduzem para mais um movimento
De mordidelas, lambidelas,
E longos movimentos de penetração
Porco, dizes tu
Mas adoro sentir o teu corpo no meu
O quente das tuas pernas
Na minha mão
E o longo desejo virtual de te tocar na alma….



