Wednesday, January 28, 2009

A droga mais cara do mundo

Vou entrando
Como se fosses tu a chegar
Aperto o teu corpo contra o meu
Toco a tua pele com a minha

A humidade do teu colo
Lembra-me a vontade de te dar mimo
Construindo o elixir do prazer

Navegamos novamente
Ao sabor da droga mais cara do mundo
O amor eterno…..

Tuesday, January 27, 2009

Hoje posso compreender toda a minha história

Mal, todo o dia angustiado
Com a perca da minha solidão
Gigantescas superfícies que me cobrem
Plagiando a única duvida que tenho
Medo, o medo de não conseguir
Fazer alguém feliz

Tu
Eu
Toda a cumplicidade posta na mesa
a impressão nítida de deixar o mundo

tomo o café da manhã
e ainda sinto o teu cheiro, a vontade de dividir a torrada

quantos anos mais

serão simples momentos de felicidade que te posso oferecer…..

Sunday, January 18, 2009

Já não vais embora


Hoje a música lembra-me de ti

Encontro o recanto do teu colo
Nesse perfume
Passo a vida para trás e descubro-te ao meu lado
Como se estivesses sempre comigo

Sento-me e fecho os olhos
Já não vais embora
Ficas comigo até ao fim

Posso morrer hoje
Mas sei que ontem estive contigo

Estar doente é uma partilha
Um egoísmo que quero ter contigo

As pedras movem-se em silêncio
E tu continuas aí

Parto para a nossa viagem, juntos
Sem medo de te ouvir
Sem medo que não me queiras

Porque houve um dia que me fizeste feliz
Ontem e hoje e talvez com muita certeza amanhã….

Saturday, January 10, 2009

o tempo dilui o medo


é tarde
estou longe de ti
o tempo dilui o medo
as horas aumentam a saudade do nosso abraço
na saliva do meu corpo, encontro as tuas pernas
gestos de ternura que me fazem sonhar
habito que me dá o prazer esquecido, a inocente voz amarela
agua inquinada, mas que me mata a sede maltratada por mim durante muito tempo
cuspo da mão para limpar com o meu sangue
o coral que te quero oferecer hoje

Friday, January 2, 2009

As mãos já pouco fazem


Há um grande cansaço na minha alma
As mãos já pouco fazem
Pelo contrário são as únicas que se movimentam

Esperanças e certezas de um corpo que já não é meu
Tento dormir
Olhar-me ao espelho
Sentar-me no sofá sem fazer pó
No entanto apenas encontro os envelopes fechados depois de abertos

Vou ficando com as imagens do passado
Na lembrança de um futuro que não escolhi
Apenas se impôs

O meu nariz já não respira
Deixei cair a sonda no orgulho de não ser ninguém

Escrevo para ela,
Ela que me movimenta subtilmente
Ela que escreve na pedra o futuro
Aquela senhora que um dia abriu a porta e saiu….

Apesar de a porta estar fechada a janela continua entre aberta